No último sábado, finalizamos mais uma turma de Segurança na Operação de Caldeiras. Obrigado a todos pela confiança no SENAI e no profissional.
Engenharia de Segurança Mecânica
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Revogação da NR 12 perde urgência e terá debate.
Brasília/DF - Ao final da audiência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) que discutiu nesta terça-feira (8) o PDS 43/15, foi aprovado o pedido de retirada de urgência para a análise dessa proposta pelo plenário do Senado. O projeto revoga a Norma Regulamentadora Nº 12 do Ministério do Trabalho, que trata de práticas de segurança no manuseio de máquinas e equipamentos por parte dos trabalhadores dentro das empresas.
Também foi aprovado o pedido para que o Plenário realize uma Sessão Temática sobre a proposta, e a participação de senadores no Grupo Tripartite do Ministério do Trabalho. De acordo com o presidente da Comissão, Paulo Paim (PT-RS), deverão se reunir com o Grupo Tripartite os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Douglas Cintra ( PTB-PE) e ele próprio. Cunha Lima e Cintra são, respectivamente, o autor e o relator do PDS.
Ainda foi aprovado o pedido para que a Câmara dos Deputados também retire a urgência de propostas semelhantes naquela Casa.
Cunha Lima
A proposta de retirada da urgência teve o apoio de Cunha Lima e de Douglas Cintra. O senador tucano informou durante a audiência que foi procurado, ainda no ano passado, por setores empresariais interessados em revogar a NR 12.
- Essa Norma é um avanço, mas nossa missão aqui é ouvir todo mundo, numa sociedade que é complexa. Estou feliz em ter aberto este debate.
Setores empresariais, desde microempresas a grandes grupos, reclamam que a norma, no seu todo, seria "inexequível". Antonio Carlos Henrique, presidente do Sindicato das Indústrias da Panificação em Santo André (SP), afirma que todo o setor no país "quebraria" se fosse cumpri-la totalmente.
Ele e outros empresários endossaram Cunha Lima, afirmando que estão abertos a negociar aperfeiçoamentos na norma. A mesma posição foi apresentada por Rômulo Machado, do Ministério do Trabalho.
- Só é errado querer revogar a NR 12 como um todo. Não é com um passe de mágica que vamos resolver esta situação - acredita.
Ele garantiu que o Ministério continua trabalhando por meio da Comissão Tripartite Permanente, com prazos definidos inclusive para outubro, e acha positivo o Senado participar.
O técnico do Ministério apresentou números sobre acidentes em nosso país envolvendo máquinas e equipamentos, que considera "estarrecedores".
- Somente entre 2011 e 2013, 12 trabalhadores por dia em média foram amputados. No total foram 13.724 amputados, é um número assustador. E a isto se somam 601 mortos, é quase um óbito por dia útil de trabalho - informou.
Machado disse ainda que, entre 2011 e 2013, ocorreram 221.843 acidentes, totalizando uma média de 270 fraturados por semana.
Em busca de aperfeiçoamentos
Cunha Lima elogiou o Ministério do Trabalho pela disposição em negociar. Porém, ele criticou a acusação da presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sinait), Rosa Maria Campos, de que o Senado poderia se curvar a um "novo modelo que seria construído sobre o sangue dos trabalhadores".
- Infelizmente no mundo real há sempre uma diferença entre o que se pretende com uma norma e a sua aplicação na prática - diz.
Como prova de seu compromisso com a segurança no trabalho, informou que sua emenda de bancada ao Orçamento de 2016 foi justamente a construção de uma nova sede para o Ministério Público do Trabalho em Campina Grande.
O senador disse ainda que guarda "com carinho" até hoje o diploma que recebeu do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) ao final dos trabalhos da Constituinte de 1988, de que seria um parlamentar compromissado com a classe trabalhadora.
Mas considera também que seria um "preconceito" rejeitar sugestões apenas por virem de setores como a Confederação Nacional da Indústria.
- Tenho certeza que todos nós aqui queremos um setor produtivo forte. Eu ouvi diversos relatos sobre máquinas que foram importadas da Suíça, da Alemanha e que ficam paradas aqui por não se adaptarem à nossa legislação - disse.
Já Douglas Cintra informou que se interessou por rever a NR 12, por ser esse um pleito do pólo de moda e confecção dentro de seu Estado.
A posição de Paim
O presidente da CDH informou que irá se engajar na Comissão Tripartite, porém disse ser "uma audácia inacreditável" revogar toda a NR 12.
- É uma insanidade, uma agressão aos trabalhadores, algo que comparo à liberalização das terceirizações para as atividades-fim das empresas - acredita.
O senador ainda citou dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Previdência Social, que demonstram que o Brasil é o quarto país no mundo em número de mortes e acidentes no trabalho. Só em 2013, foram cerca de 2.800 mortos.
- E ainda assim querem diminuir a proteção que existe. É desumano, e temos que resistir a essa onda conservadora.
Paim conclamou algumas das entidades presentes à audiência, como a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Nova Central Sindical e o Ministério Público do Trabalho, entre outras, a se mobilizarem, pois uma movimentação de mesmo teor estaria ocorrendo na Câmara dos Deputados.
- Lá tudo é possível, mas aqui no Senado não podemos nos balizar dessa forma - afirma.
Paim e alguns dos participantes da audiência, como o juiz Luiz Colussi, da Anamatra, e Carlos Eduardo Lima, da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho, também discordam do argumento de que a revogação da norma seria necessária, pois as empresas brasileiras estariam perdendo competitividade.
Também refutam o argumento de que a NR 12 seria inconstitucional. Para eles, a norma consolida na prática regulamentações obrigatórias para o país, devido a acordos com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), dispositivos constitucionais e previsões legais.
Sindicalistas reagem
Outros sindicalistas também participaram da audiência. Para Rosa Maria Campos, do Sinait, revogar a NR 12 é que seria inconstitucional, pois entre outros pontos feriria acordos internacionais assinados pelo Brasil.
Ela ainda crê que tal movimentação faz parte de uma ampla articulação visando a retirada de direitos da classe trabalhadora, por meio do que vê como um predomínio dessa visão hoje no Congresso.
- Mas vamos continuar fiscalizando, mesmo que revoguem essa norma. A Constituição está ao nosso lado - garante.
Francisco Pereira, da União Geral dos Trabalhadores, afirma "estranhar" a articulação que percebe nos meios patronais contra as comissões Tripartite do Ministério do Trabalho, que seria o verdadeiro alvo desses setores.
- Estão começando com a NR 12, mas na Câmara já há questionamentos em relação a diversas outras normas - informou ele, para quem "modernizante" seria ampliar os direitos dos trabalhadores, não suprimi-los.
Luís Carlos Oliveira, da Força Sindical, por sua vez, garante que nunca viu uma empresa quebrar por cumprir normas de segurança, "e não será a NR 12 que vai fazer isso".
Fonte: Revista Proteção (Data: 08/09/2015 / Fonte: Agência Senado)
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Parque onde mãe e filha caíram de brinquedo é interditado em São Luís.
O Golden Park Itinerante, instalado em um terreno no Aterro do Bacanga, em São Luís, no Maranhão, foi interditado por tempo indeterminado após vistoria realizada pelo Procon (Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Maranhão), Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão e Inmeq (Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão, na tarde desta terça-feira (15). Duas pessoas foram arremessadas de um brinquedo na noite desta segunda-feira (14), uma delas está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Municipal Djalma Marques.
Os três órgãos constataram irregularidades nas instalações do parque e atuaram o parque. A empresa tem um prazo de dez dias para apresentar a defesa e a documentação solicitada. O UOL entrou em contato com o Golden Park, na noite desta terça-feira, mas ninguém atendeu as ligações.
Na noite desta segunda-feira (14), Luzivânia Brito, 39, e a filha de oito anos foram lançadas do brinquedo giratório "Polvo" e caíram no chão. Luzivânia sofreu traumatismo craniano, teve uma costela quebrada e um pulmão perfurado. Segundo boletim médico, está em coma induzido na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Já a menina sofreu apenas ferimentos leves e recebeu alta ainda ontem.
Para o Procon, não há comprovação de que o consumidor esteja seguro no parque, pois não existem placas informativas sobre o uso dos brinquedos, como a altura mínima e máxima e peso. Segundo o diretor do Procon, Duarte Júnior, o parque poderá ser multado e seus gestores correm o risco de sofrer processo criminal após o resultado de perícias técnicas.
"O parque está interditado por tempo indeterminado até que se comprove que ele oferece condições mínimas de segurança para o usuário", disse Duarte Júnior.
O Inmeq constatou que o Golden Park não possui equipamentos de primeiros socorros exigidos para seu funcionamento, como desfibrilador. Segundo o agente do Inmeq Raimundo João Mendes, também foi encontrada outra irregularidade: o aparelho de aferição de pressão arterial não tinha selo de verificação inicial do Inmetro.
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão informou que também há falhas na segurança contra incêndio e pânico. Não há número suficiente de extintores e sinalizações de rotas de fuga no caso de evacuação da área.
Os bombeiros aguardam o laudo do Icrim (Instituto de Criminalística) para comparar com a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) apresentada pelo parque assinada por um engenheiro particular, para dar o parecer da vistoria.
"O Instituto de Criminalística vai verificar a segurança das travas, caso seja encontrada alguma irregularidade, iremos comparar com o que foi emitido pelo engenheiro", explicou o 1º tenente Wellington Nadson.
Reincidência
O Golden Park tem histórico de acidentes ocorridos em São Luís e em Fortaleza.Em 2013, um jovem de 22 anos caiu de um brinquedo chamado "Tappeto Volante" e teve traumatismo craniano. O parque estava instalado no estacionamento do Shopping da Ilha, em São Luís, e havia sido fechado para uma festa eletrônica quando ocorreu o acidente.
Em agosto do ano passado, outro caso aconteceu quando o parque estava instalado em Fortaleza. Cinco pessoas caíram de um brinquedo chamado "Chaos" e uma delas morreu vítima de traumatismo craniano.
Fonte: Aliny Gama (Colaboração para o UOL, em Maceió)
sábado, 12 de setembro de 2015
Vítimas de explosão em tubulação de caldeira são identificadas no ES
Os dois trabalhadores que morreram na explosão da tubulação de uma caldeira, no Complexo de Tubarão, foram identificados. Segundo a Petrobrás Distribuidora, eles faziam a manutenção da tubulação de óleo do tanque que alimenta a caldeira do Terminal de Vitória. Outro prestador de serviço e três funcionários foram encaminhados a um hospital e foram liberados. O acidente que levou a morte dos dois trabalhadores terceirizados da Petrobrás Distribuidora aconteceu por volta das 10 horas da manhã, do dia 26 de Agosto de 2015. A fumaça negra e densa que saiu da região do Porto de Tubarão foi registrada por muitas pessoas nesta manhã.
A Petrobrás Distribuidora informou que criou uma comissão para investigar as causas da explosão. A ocorrência foi controlada pelas equipes de emergência e Corpo de Bombeiros, não houve vazamento e não houve risco para a população. A BR esclareceu que o acidente não ocorreu na caldeira, que estava fora de operação. Em nota, a empresa lamentou o ocorrido e disse que está prestando apoio às vítimas e às famílias.
O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro), após a explosão, foi acionada a emergência da Vale, que chamou o Corpo de Bombeiros. No local, os equipamentos foram desligados e a região, evacuada. "Foi acionado um alarme e os trabalhadores seguiram para a rota de fuga em direção a um local seguro", disse o órgão.
Fonte:Rodrigo Rezende Do G1 ES
domingo, 19 de julho de 2015
Anotação de Responsabilidade Técnica
Muitas empresas contratam engenheiros e não exigem a Anotação de Responsabilidade Técnica. Mais do que um direito do cliente é um dever de todo profissional ligado ao CREA fazer a ART de todos os serviços prestados. Faça valer seu direito e ao contratar um profissional do sistema CREA / CONFEA, exija a ART.
MRCPINTOR Engenharia de Segurança Mecânica.
MRCPINTOR Engenharia de Segurança Mecânica.
Entendendo o que é um compressor de ar.
Quando se fala em compressor de ar, deve-se entender que estamos citando apenas o compressor e não o reservatório de ar. Reservatórios de ar comprimido normalmente trabalham acoplados a compressores e são considerados vasos de pressão, portanto estão sujeitos as exigências da Norma Regulamentadora nº 13 (NR-13) do Ministério do Trabalho e Emprego. Assim, devem ser inspecionado periodicamente por um Profissional Habilitado, conforme obriga a NR-13.
Devem se realizados serviços de inspeção visual externa e interna (se possível) para verificar o estado geral do vaso, inspeção por ensaio não destrutivo de ultrassom para conferência de espessura da chapa do costado e tampos.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Feridos em explosão de caldeira na PB são transferidos em estado grave.
Paraíba - Três homens que ficaram feridos após a explosão de uma caldeira de uma fábrica de ração animal em Sousa, no Sertão paraibano, foram transferidos em estado grave para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa no início da noite desta segunda-feira (6). O acidente aconteceu durante a manhã e deixou duas pessoas mortas e 13 feridas, de acordo com informações do Hospital Regional de Sousa.
Uma perícia vai ser realizada na manhã desta terça-feira (7) no local para apontar o que provocou a explosão. Segundo os funcionários, cerca de 30 trabalhadores estavam no local na hora do acidente. Os que estavam mais próximos foram atingidos com a água que estava fervendo e com os destroços do prédio, que acabou desmoronando.
Um funcionário da empresa declarou em entrevista à TV Paraíba que a caldeira já vinha apresentando defeitos há algum tempo. "Já tinha dado um bocado de problema nela e eles nunca providenciaram ajeitar. Tavam atrás de tirar. Ela já tentou estourar uma vez e desligaram lá. E é assim, não cuidaram, né?", disse.
O advogado da empresa, Johnson Braga, informou que as vítimas e seus familiares estão recebendo assistência. "No momento [a empresa] está apenas cuidando das vítimas, está dando todo auxílio, solicitou helicóptero, avião, o que precisar para atender as vítimas. Posteriormente, o que as autoridades competentes requererem da empresa, nós vamos entregar qualquer pedido", informou.
Data: 06/07/2015 / Fonte: G1/PB
Uma perícia vai ser realizada na manhã desta terça-feira (7) no local para apontar o que provocou a explosão. Segundo os funcionários, cerca de 30 trabalhadores estavam no local na hora do acidente. Os que estavam mais próximos foram atingidos com a água que estava fervendo e com os destroços do prédio, que acabou desmoronando.
Um funcionário da empresa declarou em entrevista à TV Paraíba que a caldeira já vinha apresentando defeitos há algum tempo. "Já tinha dado um bocado de problema nela e eles nunca providenciaram ajeitar. Tavam atrás de tirar. Ela já tentou estourar uma vez e desligaram lá. E é assim, não cuidaram, né?", disse.
O advogado da empresa, Johnson Braga, informou que as vítimas e seus familiares estão recebendo assistência. "No momento [a empresa] está apenas cuidando das vítimas, está dando todo auxílio, solicitou helicóptero, avião, o que precisar para atender as vítimas. Posteriormente, o que as autoridades competentes requererem da empresa, nós vamos entregar qualquer pedido", informou.
Data: 06/07/2015 / Fonte: G1/PB
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